Terminal do Aeroporto Salgado Filho volta a operar em modal rodoviário para receber malas postais e cargas após enchentes

Estrutura não foi afetada pela inundação, que atingiu a pista e primeiro piso do terminal em Porto Alegre. Espaço recebe cargas e malas postais de importação e exportação.

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O terminal de cargas do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, voltou a abrir, na terça-feira (11), após a água das enchentes e dos temporais inundar a região. Malas postais e cargas passam pelo espaço.

Neste momento, o terminal opera exclusivamente pelo modal rodoviário, já que os voos estão suspensos por tempo indeterminado, segundo a Fraport, concessionária que administra o aeroporto, mas devem ser retomados apenas no Natal, de acordo com o Governo Federal.

“Muitas cargas chegam por outros modais além do aéreo. Chegando aqui, fazemos o processo de nacionalização dessa carga”, afirma Rodrigo Sousa, diretor comercial da Fraport Brasil.

Entre janeiro e abril deste ano, mais de 11 mil toneladas de carregamentos passaram pelo terminal.

A Fraport disse que o espaço que reabriu não foi afetado pela enchente e que, para voltar a funcionar, recebeu o aval dos órgãos competentes: Anvisa, Receita Federal e Vigiagro.

Por conta das enchentes e dos temporais, que deixaram 175 mortos em todo o estado, a concessionária suspendeu as tarifas portuárias de armazenamento compreendidas entre 3 de maio e 14 de junho.

O terminal de cargas da Fraport foi inaugurado em 2021, expandindo a capacidade de processamento ao ano de 35 mil para 100 mil toneladas em uma área de 10.559 metros quadrados.

O espaço tem área de movimentação de 10 veículos, 587 vagas de estacionamento e 17 docas, sendo nove para atividades de importação e outras oito dedicadas à exportação.

Recuperação do aeroporto

Após ficar por mais de um mês inundado, a administração do aeroporto de Porto Alegre retornou ao local para realizar a limpeza do espaço. A água atingiu tanto a pista, na área externa, quanto a área de embarque, desembarque, lojas e esteiras de bagagens.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz que só será possível realizar uma estimativa da reabertura para voos após a realização de testes de resistência do solo, que já começaram e devem durar cerca de 45 dias.

“Só após essa etapa será possível afirmar, tecnicamente, os impactos causados pelo acúmulo de água durante as últimas semanas”, disse o órgão.

O Governo Federal afirma que iniciou uma conversa com a concessionária para discutir os valores que serão necessários para a manutenção do terminal. Não foi estimado um valor, já que os prejuízos causados pelo alagamento ainda estão sendo contabilizados. O Tribunal de Contas da União está envolvido nas negociações.

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