loader
Encontrado corpo de menino desaparecido havia 10 dias no RS; mãe confessou o crime à polícia

Encontrado corpo de menino desaparecido havia 10 dias no RS; mãe confessou o crime à polícia

Ele foi localizado às 17h30. Segundo a Chefe de Polícia Civil, Nadine Anflor, Alexandra Dougokenski confessou ter dado medicamento a Rafael Mateus Winques, de 11 anos.

A Polícia Civil encontrou o corpo de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 15 em Planalto, na Região Norte do estado. Ele foi localizado por volta das 17h30 e, segundo a Chefe de Polícia Civil, Nadine Anflor, a mãe do menino, Alexandra Dougokenki, confessou o crime.
De acordo com a delegada, ela teria dado um medicamento para o filho, considerado por ela um menino nervoso.
"A primeira versão é de um homicídio culposo. Mas agora vai ser apurado. Ela está sendo ouvida. Vamos representar agora", diz Nadine, que informou que pediu a prisão preventiva da mulher à Justiça.
A informação também foi confirmada pelo delegado Joerberth Nunes, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), e pelo Conselho Tutelar de Planalto.
Conforme a polícia, o corpo estava enrolado em um lençol em uma antiga casa da família próximo à casa dele.
O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Passo Fundo fez testes com luminol, que revela a presença de sangue, na sexta-feira (22), na residência onde o menino residia com a mãe, na casa da avó dele e também no carro do padrasto.
Conforme a perícia, foram encontrados vestígios do que parece ser sangue, que foram colhidos e enviados para análise em Porto Alegre, para confirmar se se trata de sangue humano. O IGP aguarda os resultados.
Rafael desapareceu 15 de maio, quando foi dormir e, na manhã seguinte, não estava mais em casa. Conforme a polícia, nenhuma linha de investigação foi abandonada e o caso foi tratado como prioridade.
A casa onde Rafael mora com a mãe e um irmão de 16 anos não possuía sinais de arrombamento no dia do desaparecimento. Inicialmente, a mãe disse que havia levado uma coberta para o menino antes de dormir, e pensou que ele havia saído pela manhã.
A polícia ouviu ainda o depoimento de familiares, vizinhos e outras pessoas para compreender a dinâmica familiar e a personalidade do menino. Câmeras de monitoramento da cidade foram analisadas. O celular de Rafael foi levado à perícia para verificar possíveis dados apagados.