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Construção de edifícios é tema de debate na Associação Comunitária de Imbé

Construção de edifícios é tema de debate na Associação Comunitária de Imbé

No dia 8 de fevereiro (sábado), os moradores e veranistas de Imbé participam da assembleia anual da Associação Comunitária de Imbé – Braço Morto, quando debaterão sobre as mudanças que a Prefeitura de Imbé está propondo no Plano Diretor da cidade. O encontro será realizado no Plenário da Câmara de Vereadores, a partir das 15h, onde o foco do debate será a construção de edifícios de até 15 andares, nas principais avenidas do município, pois esta é uma das alterações propostas pelo Executivo, para o Plano Diretor. O primeiro deles está em fase de acabamento, na Avenida Nilza Costa Godoy, em frente ao rio Tramandaí.
A Associação Comunitária de Imbé - Braço Morto tem se posicionado contra as mudanças, por achar que faltam condições mínimas de infraestrutura para isso. Ainda não há nem mesmo tratamento do esgoto cloacal  – a Corsan adia, há anos, os prazos para a conclusão da rede de coleta de esgotos e da estação de tratamento.  A entidade, amparada em estudos feitos pelo Ceclimar – Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos da Ufrgs , alerta também para o impacto das barreiras de edifícios projetadas, que afetarão a qualidade de vida de moradores e veranistas e também a reprodução de peixes e camarões,  prejudicando a atividade dos pescadores da região.
Concebida para ser uma Cidade - Jardim pelo engenheiro e urbanista Ubatuba de Farias, em 1939, Imbé tem um desenho único entre os balneários gaúchos. Para a associação, as mudanças propostas desfiguram o projeto e prejudicam irremediavelmente a qualidade de vida da cidade, onde os moradores desfrutam de um contato com a natureza que já não existe em balneários onde a especulação imobiliária não foi contida pelo Poder Público.