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Atraso no envio de matéria-prima importada para Butantan e Fiocruz ameaça vacinação contra coronavírus no Brasil

Atraso no envio de matéria-prima importada para Butantan e Fiocruz ameaça vacinação contra coronavírus no Brasil

Falta de matéria-prima para a fabricação, no Brasil, de vacinas nos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto Butantan podem adiar o cronogramada campanha de vacinação contra a covid-19 no país.O problema na liberação desses insumos é de ordem burocrática.  Não há data prevista para a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), insumo fundamental para a produção da vacina de Oxford e da CoronaVac no Brasil, às instituições.
O Butantantem o carregamento de matéria-prima está pronto na China. A Sinovac já liberou o carregamento de IFA, mas o lote aguarda o aval do governo da Chinês para ser despachada, e assim, iniciar a segunda etapa de produção.
A falta de previsão de data para receber o IFA também é um problema que acomete a Fiocruz. Neste caso, a responsabilidade do envio é do laboratório anglo-sueco AstraZeneca, que atua para organizar o repasse do ingrediente produzido na fabricante chinesa WuXi. A Fiocruz previa receber o insumo em dezembro, mas o mês passou sem que isso ocorresse. A projeção passou para janeiro, mas, até agora, o IFA ainda não chegou.
Se o ingrediente atrasar, a campanha de vacinação no Brasil será seriamente afetada, alertam analistas. O Plano Nacional de Imunização é a vacina de Oxford, a principal aposta do governo Jair Bolsonaro. O contrato com a AstraZeneca prevê que, se o laboratório não fornecer o IFA à Fiocruz, deverá enviar as vacinas já prontas ao Brasil.
A China é uma das grandes produtoras de IFA para Butantan e Fiocruz, e o governo brasileiro segue com negociações diplomáticas relativas à questão, bem como a AstraZeneca Global e a representante do Brasil.