Sexta, 11 Setembro 2015 16:59

A (difícil) hora de acertar as contas

O Brasil chegou ao momento crítico do ajuste. Toda a fanfarronice cometida pelos governos perdulários, que se sustentaram à custa do loteamento de cargos e do dinheiro público, nos conduziu ao ponto de ruptura onde nos encontramos. As contas tornaram-se maiores do que a arrecadação e são necessárias medidas urgentes para readquirir o equilíbrio. A primeira tentativa foi denominada, editada logo na virada do ano pelas medidas provisórias que dificultaram o acesso do trabalhador ao seguro-desemprego e a outros benefícios e serviram para despertar a ira da sociedade contra a presidente Dilma Rousseff, acusada (até por seus correligionários) de mentir durante a campanha de reeleição, onde afirmou que não mexeria no direito dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”.

Os direitos trabalhistas apenas mobilizaram o povo, mas, hoje, são coisas pequenas diante de tantos problemas que rolaram em apenas oito meses do segundo mandato de Dilma. Sua equipe, que fechou o ano passado com as chamadas “pedaladas fiscais”, produziu para 2016 uma peça orçamentária que prevê déficit. Disse que já cortou tudo o que foi possível e agora vem propondo seguidamente o aumento de impostos. Primeiro foi a tentativa rechaçada pela sociedade de reviver a CPMF, o chamado imposto do cheque, e agora fala-se em aumentar as alíquotas do Imposto de Renda, a CIDE (imposto sobre combustíveis), IOF e Cofins. Isso sem falar na revogação de incentivos concedidos a empresas e da recomposição do imposto para produtos de informática, que vigorava há anos. Tudo isso, coadjuvado pela crise econômica, que já ceifou milhares de empregos e poderá levar a uma quebradeira de empresas, com repercussões concretas na produção nacional.

Temos no momento a presidente falando em dar “remédio amargo” ao povo e o vice-presidente Michel Temer dizendo que não mas, parece, sem muita convicção. Seu partido, o PMDB, por ora, parece alinhado contra o aumento a carga tributária, que poderia acenar com solução ao caixa do governo, mas agravaria a crise para o povo e o setor produtivo. Em vez de aumentar impostos, é preciso cortar despesas. Levar avante a promessa, feita dias atrás, de cortar dez ministérios (ou até mais), com o cuidado de não pulverizar suas despesas para outras áreas do governo e, principalmente, eliminar todos os cargos de livre nomeação criados exclusivamente para funcionar como moeda de troca de apoio político. A lição é popular e qualquer cidadão sabe: quando não se tem dinheiro, não se pode gastar...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

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