Sexta, 05 Junho 2015 11:48

Os partidos na reforma política

 

A votação da reforma política – tema da mais alta relevância para toda a sociedade brasileira – está acontecendo em clima tenso e com muitas pegadinhas e “jabutis” (matérias estranhas) colocados à ultima hora dentro dos projetos. Parece que tudo  é feito de comum acordo para confundir a população. Chegou a hora dos partidos políticos, com a responsabilidade que o momento requer,  mostrarem sua utilidade e sua força. Em vez de mais de 600 congressistas (deputados e senadores) ficarem discutindo desordenadamente e à sombra de milhares de interesses conflitantes, os partidos têm o dever cívico de definir e orientar suas bancadas de como votar em cada item da reforma e dos assuntos relevantes. Falar com todas as letras o porquê ele são contra ou a favor da reforma votada.

Partidos não podem ser meros instrumentos para o registro de candidaturas, pelo simples fato da legislação eleitoral não permitir a existência de candidato sem partido. Um partido é muito mais que isso; tem de ser, pelo seu programa e ideologia, a fonte inspiradora dos filiados e, pela sua força, o leme para a atuação dos mesmos quando ocupam cargos eletivos.

O partido político, para ser autêntico, deve ser o foro onde os filiados investidos em cargos eletivos (governante, senador, deputado ou vereador) discutem os problemas da sociedade e ali obtém a base daquilo que vão desenvolver no governo ou nas respectivas casas legislativas onde atuam. Por conta disso, os partidos políticos brasileiros, deveriam definir claramente quais suas posições sobre os grandes temas comunitários, orientar o comportamento de suas bancadas e esclarecer à sociedade o porquê de sua opção. Esse esclarecimento, para ser válido, deve trazer o motivo pelo qual o partido aceitou ou rejeitou o tema em discussão. Só dessa forma é que conseguirão ganhar o respeito da população e ter representatividade e lastro moral suficiente para pedir votos aos seus filiados nas próximas eleições.

A imprensa, que tantos bons serviços tem prestado à Nação no esclarecimento de dúvidas e revelação de irregularidades, tem todo o direito de exigir transparência dos partidos políticos. E os dirigentes partidários, se bem intencionados, haverão de compreender essa necessidade e não perderão a oportunidade de mostrar claramente ao eleitorado, pelo jornal, rádio, tv e outros meios, o que fazem e como contribuem para um Brasil melhor. No dia em que isso se tornar prática comum, estará feita a grande reforma política, independente dos itens legais que venham a ser criados ou alterados pelo Governo e pelo Congresso Nacional. Estará feita a grande reforma política de conceito, muito mais eficiente do que aquela que se faz pela força das leis...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL 

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